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MALEFICIOS DO SEDENTARISMO
FACTORES DE RISCO

AVALIAÇÂO DO RISCO

AVALIAÇÂO DOS FACTORES DE RISCO

FORMULA DE CÀLCULO



O estilo de vida da maioria das pessoas não apresenta suficientes oportunidades de movimento. Se fizer uma pequena reflexão do seu dia vai perceber que passa a maior parte do tempo parado e, quando se movimenta, a intensidade não é suficiente para gerar benefícios. Este comportamento faz de si uma pessoa sedentária.

Segundo dados do World Health Report de 2002, a inactividade física contribui com 3,3% do peso da doença. O sedentarismo configura-se como o principal factor de risco comunitário para grande parte das doenças crónicas. Diminuir a taxa de sedentarismo provoca uma redução na morbilidade e mortalidade pelas mais variadas causas, mais do que a que se observa para os outros factores de risco tradicionais como o tabagismo, a hipertensão ou a obesidade.

Os efeitos negativos do sedentarismo não se reflectem apenas na doença, mas também a nível económico, individual e comunitário. Dados de vários países indicam que este custo é muito elevado. Nos Estados Unidos, quando comparamos indivíduos activos com indivíduos sedentários, a razão custo/benefício relativamente ao absentismo é de 1/4,9. Relativamente às despesas com os cuidados de saúde, esta razão é de 1/3,4 (CDC, 2002).

Verifica-se ainda que por cada euro investido em programas de promoção da saúde envolvendo a actividade física, se observa uma redução de 4,9 euros nos custos com o absentismo e de 3,4 euros com os cuidados de saúde. Destaca-se também o facto de, em ambos os géneros, as pessoas sedentárias terem maiores custos com os cuidados primários de saúde, podendo corresponder a um aumento da ordem dos 30% (CDC, 2002).

Nos Estados Unidos, o custo associado ao sedentarismo foi estimado em $75 biliões de dólares no ano 2000, e no Canadá estima-se que 580 milhões de dólares em tratamentos anuais da doença isquémica podiam ser evitados se a população se tornasse mais activa. Um número impressionante do ponto de vista económico, é o retorno previsto para 1 dólar investido em actividade física (tempo e equipamento) que pode proporcionar uma poupança de 3,3 dólares em custos médicos (CDC 2002).

Em Portugal, será difícil analisar a dimensão destes números. No entanto, independentemente dos valores absolutos, ao investimento em programas que reduzam a taxa de sedentarismo corresponderá uma redução da morbilidade e correspondentes custos com os cuidados de saúde, ao mesmo tempo que proporcionará uma melhor qualidade de vida aos portugueses.


FACTORES DE RISCO (FR)

Os factores de risco são condições que predispõem uma pessoa a um maior risco de desenvolver doenças do coração e de todo o aparelho cardiovascular. Existem diversos factores de risco para doenças cardiovasculares, os quais podem ser divididos em imutáveis e mutáveis:

  • Imutáveis Factores imutáveis são aqueles que não podemos mudar e por isso não podemos tratá-los, são eles a história familiar, a idade e o sexo.
  • Mutáveis são os factores sobre os quais podemos influir, mudando, prevenindo ou tratando. Consideram-se factores de risco mutáveis o tabagismo, a hiperlipidémia, a hiperglicémia, a obesidade, o sedentarismo e a utilização de alguns fármacos como os anticoncepcionais orais.

AVALIAÇÃO DO RISCO

Risco Baixo:
Homens com menos de 45 anos ou mulheres com menos de 55 anos que não apresentem sintomas e que tenham no máximo 1 FR.

Risco Moderado:
Homens com mais de 45 anos, mulheres com mais de 55 anos ou qualquer pessoa que independentemente da idade tenha 2 ou mais FR. Nota: As pessoas que têm 2 FR mas com um colesterol das HDL superior a 65 ml/dL eliminam um FR

Risco Elevado:
Pessoas de ambos os sexos que apresentem as seguintes sintomatologias:
-Astenia
-Edemas maleolares
-Pessoas com arritmias, tendência para desmaio, dor no peito que irradia para o ombro, dispneia ao esforço, doença metabólica ou cardiovascular e doenças da tiróide


AVALIAÇÃO DOS FACTORES DE RISCO

A avaliação inicial para estratificação do risco para doenças cardiovasculares deve ter em consideração o número de FR que cada pessoa apresenta. Neste sentido, será importante avaliar e quantificar os FR que possui, para seguidamente poder avaliar o risco que tem para desenvolver este tipo de doenças. Caso verifique que possui algum FR mutável, reflicta sobre os seus hábitos de vida.  Talvez esteja na altura de mudar alguma coisa…

  • História Familiar
    Se alguém da família faleceu com menos de 55 anos (no caso do sexo masculino) ou com menos de 65 anos (no caso do sexo feminino) por doença cardiovascular.
  • Tabagismo
    Pessoa fumadora (que fuma pelo menos 10 cigarros por dia) ou que deixou de os fumar à menos de 6 meses.
  • Hipertensão arterial
    Pressão arterial sistólica > 140 mm Hg ou
    Pressão arterial diastólica > 90 mm Hg ou
    Pessoa que toma medicação anti-hipertensiva
  • Hiperlipidémia
    Colesterol total > 200 mg/dL (5.2 mmol/L)
    HDL (colesterol de alta densidade) < 35 mg/dL (0.9 mmol/L) ou
    Pessoa que toma medicação para baixar os níveis do colesterol. Se o LDL (colesterol de baixa densidade) estiver disponível, utilize o valor> 130 mg/dL (3.4 mmol/L) em vez do valor do colesterol total.
  • Hiperglicémia
    Glicemia em jejum > 110 mg/dL (6.1 mmol/L)
  • Obesidade
    IMC > 30 kg/m² ou
    Perímetro da cintura > 100cm
  • Sedentarismo
    Pessoa que não participa num programa regular de exercício físico ou que não acumula diariamente um mínimo de 30 minutos de actividade física.

FÓRMULA DE CÁLCULO

Risco Baixo
Se apresenta apenas 1 FR e é do sexo masculino com menos de 45 anos ou do sexo feminino com menos de 55 anos; ou se tem 2 FR, mas HDL > 65 ml/dL

Risco Moderado
Se tem é do sexo masculino com mais de 45 anos ou do sexo feminino com mais de 55 anos; ou se tem 2 ou mais FR 

Risco Elevado:
Se apresenta as seguintes sintomatologias:
-Astenia
-Edemas maleolares
-Pessoas com arritmias, tendência para desmaio, dor no peito que irradia para o ombro, dispneia ao esforço, doença metabólica ou cardiovascular e doenças da tiróide